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Jornalismo e ambiente: a proximidade distante entre os estudos brasileiros e portugueses (resenha)

Jornalismo e ambiente: a proximidade distante entre os estudos brasileiros e portugueses é o título da resenha que assino na edição 2010/2 da Revista Matrizes, da USP. O texto traz algumas considerações sobre  o livro Jornalismo e ambiente: análise de investigações realizadas no Brasil e em Portugal, de Antonio Teixeira de Barros e Jorge Pedro Sousa (Porto: Edições Universidade Fernando Pessoa, 2010, 112 p.), já indicado aqui no blog.

Leia a resenha aqui.

O livro também foi resenhado por Maria Érica de Oliveira Lima na atual edição da Revista Intercom. Leia aqui.

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Jornalismo na rede

Reprodução do site

Um dos debates da edição 2010 da Campus Party, na tarde de hoje, 27.01.10, reuniu opiniões sobre potencialidades e iniciativas de jornalismo na rede. Um dos convidados foi o jornalista André Deak, conhecido pelo trabalho em cobertura multimídia. Vale conferir a pauta que ele fez para a revista Revista Fórum, abordando o derramamento de agrotóxicos no Rio Paraíba do Sul (disponível aqui). É um ótimo exemplo de trabalho no cenário digital.

Conjugar  as  possibilidades que as diversas ferramentas oferecem, apostar na construção diferenciada das narrativas, no diálogo de vozes e na interação. Isso tudo é valioso para o debate que os temas da agenda socioambiental necessitam.

Jornalismo e Ambiente: Brasil e Portugal

Antonio Teixeira de Barros (Brasil) e Jorge Pedro Sousa (Portugal) lançaram “Jornalismo e ambiente: análise de investigações realizadas no Brasil e em Portugal”, resultado da pesquisa pós-doutoral de Antonio de Barros na Universidade Fernando Pessoa, no Porto.

O livro aborda “o processo de formação do campo do jornalismo ambiental no Brasil e em Portugal, de forma sistemática, diacrônica e relacional, a partir da interação sócio-histórica de cinco atores sociais: a comunidade científica, o Estado, os movimentos sociais, os partidos políticos verdes e as organizações ambientalistas não-governamentais”. Por essa perspectiva, são relacionados diferentes atores na cobertura de imprensa sobre ambiente nos dois países.

Além, o estudo “apresenta ampla contextualização das convergências históricas e temáticas entre Brasil e Portugal, no que se refere à evolução do debate ambiental, como o protagonismo da comunidade científica, as semelhanças na configuração ideológica e pragmática dos movimentos ambientalistas, a constituição da agenda ambiental, a influência de organismos internacionais como a Organização das Nações Unidas (ONU), o Clube de Roma e a pauta da imprensa”.

Encomendas são aceitas por meio da editora da Universidade, pelo e-mail agata@ufp.edu.pt ou site.

Referência completa:
BARROS, Antonio Teixeira e SOUSA, Jorge Pedro. Jornalismo e ambiente: Análise de investigações realizadas no Brasil e em Portugal. Porto: Edições Universidade Fernando Pessoa, 2010. ISBN: 978-989-643-042-9. 112 páginas.

nalismo e Ambiente: Análise de Investigações Realizadas no Brasil e em Portugal”, de Antonio Teixeira de Barros, do Brasil, e Jorge Pedro Sousa, de Portugal. Foi elaborado no âmbito das atividades de pesquisa pós-doutoral do Prof. Dr. Antonio Teixeira de Barros na Universidade Fernando Pessoa, no Porto, Portugal.

Podem ser encomendados exemplares à editora da Universidade Fernando Pessoa, pelo email agata@ufp.edu.pt ou através do site www.ufp.pt

Referência:

BARROS, Antonio Teixeira e SOUSA, Jorge Pedro. Jornalismo e Ambiente: Análise de Investigações Realizadas no Brasil e em Portugal. Porto: Edições Universidade Fernando Pessoa, 2010. ISBN: 978-989-643-042-9. 112 páginas.

O quente é a Antártida

Nada melhor do que o gelo para ajudar a contar o que se passa nestes tempos quentes. No domingo,  com todos os holofotes já apontados para Copenhague, o Fantástico, da TV Globo, exibiu uma extensa matéria contextualizando o que está em discussão no momento. Trabalho de Sônia Bridi e Paulo Zero. A Antártida foi o destino. Uma reportagem completa e objetiva (veja aqui), comentada na blogosfera durante a semana. E uma escolha acertada.  A Antártida  é um dos símbolos das mudanças em curso. Além, guarda, em sua brancura glacial,  valiosas informações acerca do histórico climático do planeta. O Brasil está envolvido em pesquisas desse histórico. O trabalho com os chamados “testemunhos” tem a participação de pesquisadores da Universidade Federal do  Rio Grande do Sul, chefiados pelo glaciologista Jefferson Simões. O tema merece toda atenção. Reportagens assim precisam virar regra.

A Antártida também foi tema de um dos trabalhos distinguidos com o Prêmio Esso de Jornalismo 2009. A revista “No coração da Antártida”, publicada pela Folha de São Paulo, em 22 março, recebeu  o prêmio na categoria Informação Científica, Tecnológica e Ecológica. Destaque para os textos de Marcelo Leite e as fotos de Toni Pires. Eles estiveram em Patriot Hills, a apenas mil quilômetros do polo Sul. Acompanharam, por 14 dias, os trabalhos da Expedição Deserto de Cristal, primeira missão brasileira no interior da Antártida. Mérito não só pelo relato, capaz de fazer o leitor partilhar do frio polar, mas, também, mergulhar na complexidade do clima, relações e no significado das investigações em andamento. Além de Marcelo e Toni, Claudio Angelo, Marilia Scalzo, Thea Severino, Adriana Mattos, Marcelo Pliger, Renata Steffen e Flavio Dieguez integraram a equipe da revista.

Prêmio recebido, talvez fosse hora do conteúdo estar com livre acesso online. Por hora aqui, para assinantes.

Copenhague – os especiais dos jornais

Os jornais de referência do Brasil e de Portugal estão com especiais sobre a COP 15, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, iniciada hoje, na Dinamarca. Muitos iniciaram o trabalho há alguns dias ou semanas, com matérias buscando antecipar as principais discussões e contextualizar os pontos centrais em debate no encontro. A polêmica criada pelos céticos  em relação dos dados do IPCC, a presença de alguns líderes mundiais como Barack Obama, presidente dos Estados Unidos, as esperanças de sucesso e as apostas no fracasso da Conferência são os principais motes. Em todos os casos, os jornais têm se valido muito de infográficos e simulações para dar conta dos dados mais específicos.

Por conta do uma pesquisa, estou acompanhando os especiais do Brasil e de Portugal. “Conferência de Copenhague” de um lado do Atlântico, “Cimeira de Copenhaga” do outro. Eis os links.

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