Paulo Guedes e o perigo do jornalismo declaratório

Imagem: captura de tela do site G1
Por Nicole Saft*

Na semana passada, ocorreu em Davos, na Suíça, o Fórum Econômico Mundial. O Brasil esteve lá representado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Eis que na terça-feira, dia 21, nosso nobre ministro faz a seguinte declaração: “O pior inimigo do meio ambiente é a pobreza. As pessoas destroem o meio ambiente porque precisam comer”. Essas frases foram proferidas enquanto ele comentava a relação entre o meio ambiente e a indústria. Pelo que o ministro explicou depois, ele estava se referindo aos países que já destruíram suas florestas e são ricos, que eles agora coseguem se preocupar com o meio ambiente, enquanto o Brasil, por ser ainda um país pobre, tem outras questões mais urgentes.

A infeliz declaração foi título de matérias em diversos jornais, G1 e Folha de S. Paulo   como exemplos. E o jornalismo declaratório ataca novamente. Essas matérias em nenhum momento problematizam a fala de Paulo Guedes, apenas situam a declaração. No governo Bolsonaro, frases “polêmicas” de nossos comandantes ganham manchetes toda semana.  Mesmo depois de um ano, parece que ainda não sabemos como lidar com elas. Damos atenção? Nos revoltamos? Acusamos de “cortina de fumaça”? Não acredito que haja uma resposta certa, mas sei como o jornalismo não deveria tratar essas declarações.

Paulo Guedes é uma figura de autoridade. Segundo Datafolha de dezembro, o ministro é aprovado por 39% das pessoas que souberam identificá-lo. Ou seja, quando um veículo de jornalismo coloca como título “O pior inimigo do meio ambiente é a pobreza – diz Paulo Guedes” e a matéria não fornece informações contrárias, muita gente tende a acreditar que o que o ministro diz é verdade. Nós lemos a matéria a partir de vieses previamente estabelecidos de “Eu apoio Paulo Guedes” ou “Eu não apoio Paulo Guedes”, e como não há um aprofundamento da discussão, só confirmamos o que achávamos da questão.

Mesmo aqueles que são contra o governo, contra Paulo Guedes, podem pasar desapercebidos pela declaração e acreditar que é verdade. Isso porque, como mostra os estudos do psicólogo Daniel Gilbert nos anos 90, não acreditar em uma sentença envolve um segundo passo ativo de descrença, após o primeiro passo natural e passivo de acreditar que o que ouvimos e lemos é verdade. Essa inclusive é uma das facilidades de se propagar desinformação, a qual devemos combater. É um dos grandes perigos do jornalismo declaratório.

E para a discussão da questão de se são os pobres os maiores inimigos do meio ambiente, deixo algumas sugestões. Nesse último sábado, dia 25, completou-se um ano do crime de Brumadinho. Um ano que o rompimento da barragem da Mina do Feijão causou a morte de 259 pessoas. E esse é um crime ambiental que tem culpado, e não é a pobreza. A Vale, responsável pela barragem – também uma das empresas responsáveis por despejar 39 milhões de m³ de lama tóxica no Rio Doce no crime de Mariana em 2015 – já recuperou seu valor de mercado e agora atua buscando lucro. Como mostra a reportagem do Fantástico desse domingo, a empresa sabia os riscos de rompimento da barragem, mas não agiu a respeito. 

Essa discussão vai de encontro a outra, uma disputa semântica. Antropoceno é um conceito utilizado por diversos cientistas para caracterizar o período geológico em que vivemos, marcado pelas mudanças causadas pela ação humana. É um conceito que surgiu na década de 80 e desde lá ganha popularidade. Antropoceno é uma época demarcada pela capacidade humana de intervenção na Terra a partir da industrialização. Entretanto, o termo ainda é discutido, como mostra o artigo do professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano Dr. Eduardo Álvares da Silva Barcelos no volume 31 da Revista Iberoamericana de Economia Ecológica. O artigo aborda um outro termo para definir esta era, Capitaloceno. Conforme conta Barcelos, em 2013, o historiador ambiental Jason Moore lançou a seguinte pergunta:

Estamos realmente vivendo o Antropoceno – com seu retorno a um ponto de vista curiosamente eurocêntrico da humanidade e sua confiança em noções e recursos bem estabelecidos e consolidados de seu determinismo tecnológico – ou estamos vivendo o Capitaloceno, uma era histórica formada por relações que privilegiam a acumulação interminável de capital?

O conceito surge mais como uma crítica a uma determinada narrativa do tempo do que como uma proposta de mudança de termo. Serve para não nos acomodarmos com a ideia de que não há alternativas, afinal destruir o meio ambente é da “natureza do homem”. Uma ideia no mesmo estilo de “As pessoas destroem o meio ambiente porque precisam comer”. 

Quando pensamos na fala do ministro não ligamos diretamente a Brumadinho, mas podemos. Podemos ligar a outras várias discussões em andamento. Enquanto o jornalismo se mantém “chapa branca” e puramente declaratório, a desinformação se espalha. Então, será que o jornalismo não deveria fornecer informação de qualidade para que o leitor tire suas conclusões e ter a responsabilidade de refletir sobre o que está sendo dito?

* Jornalista, mestranda em Comunicação na Universidade Federal do Rio Grande do Sul com bolsa Capes. Integrante do Grupo de Pesquisa Jornalismo Ambiental (CNPq/UFRGS).

Potencialidades e carências no jornalismo local sobre meio ambiente

Por Débora Gallas Steigleder *

Conforme a terceira edição do Atlas da Notícia, publicada no final de 2019, aproximadamente 75% dos municípios da Região Sul do Brasil são enquadrados como desertos ou quase desertos de notícias, onde não há quaisquer veículos jornalísticos ou, na melhor das hipóteses, existem apenas um ou dois deles. Viamão, município vizinho à capital sul-riograndense, Porto Alegre, não está enquadrado enquanto deserto de notícias, pois possui dez veículos listados em pesquisa no realizada no site do projeto. No entanto, foi difícil encontrar textos jornalísticos sobre o tema escolhido para análise desta semana no Observatório: o projeto de implantação de aterro sanitário na área rural do município, nas proximidades da Aldeia Guarani Cantagalo e de propriedades de produção de alimentos orgânicos.

Proposto pela Prefeitura de Viamão no início de 2019, o projeto recebeu inúmeras críticas da população local, repercutidas à época por veículos regionais de grande expressividade, como os jornais Zero Hora e Correio do Povo. Pelo fato de a comunidade local seguir mobilizada contra o empreendimento e por conta do agendamento de uma consulta pública pela Prefeitura, realizada na última terça-feira, 14 de janeiro, era de se esperar que as mídias locais estivessem atentas aos desdobramentos desse debate público de relevância para o município. Porém, afora postagens de cidadãos e figuras públicas nas redes sociais, não localizamos cobertura jornalística sobre o acontecimento.

De acordo com busca na ferramenta Google Notícias no dia 15 de janeiro, a única menção de caráter jornalístico à audiência pública aparece em texto do jornal Brasil de Fato publicado em sete de janeiro. O foco da notícia, no entanto, é a aprovação do Projeto de Lei 185/2019, que obriga a aprovação legislativa para instalação de empreendimentos de aterro sanitário, reciclagem e manuseio de lixo no município. Em buscas realizadas individualmente nos portais de veículos locais e regionais, nenhuma menção à realização de audiência pública ou aos desdobramentos do debate sobre a instalação do aterro sanitário – assim como no site da Prefeitura Municipal de Viamão.

Na página do Facebook Correio Viamonense, a qual conta com mais de 12 mil curtidas e se intitula enquanto empresa de mídia com sede em Viamão, há um post com foto da audiência pública e texto contrário ao projeto. Embora não apareça no Atlas da Notícia e seu conteúdo possa não ser caracterizado enquanto jornalismo por replicar textos e imagens sem indicar fonte ou por compartilhar postagens de perfis pessoais, por exemplo, é possível crer que tal página seja resultado de uma ação popular a fim de repercutir assuntos de interesse público. Isto porque, em comparação, a página do Diário de Viamão, veículo listado no Atlas da Notícia e que conta com mais de 23 mil curtidas, não publica quaisquer atualizações desde o dia 4 de janeiro.

Na série O jornalismo no Brasil em 2020, o fortalecimento do jornalismo local foi apontado por Nina Weingrill como uma urgência frente ao crescimento dos desertos de notícias. E são iniciativas da própria comunidade que podem suprir o vazio informativo, ainda que soluções para a sobrevivência financeira precisem ser testadas e aprimoradas. No caso de temas ambientais, esta necessidade é ainda mais evidente. Pautas relevantes para atuais e futuras gerações de comunidades heterogêneas como a população rural de Viamão, em vias de ser diretamente impactada pelo empreendimento do aterro sanitário, seguem invisibilizadas no contexto de crise do jornalismo enquanto instituição e modelo de negócios. 

Imagem 1: Resultado de busca por veículos do município de Viamão no portal Atlas da Notícia
Imagem 2: Resultado de busca no Google Notícias com os termos “aterro sanitário Viamão”

Imagem 3: Repercussão da consulta pública do dia 14 de janeiro na página do Facebook Correio Viamonense

Imagem 4: Repercussão da consulta pública do dia 14 de janeiro na página do Facebook do vereador Guto Lopes

Imagem 5: Resultado de busca de notícias mais recentes no site do Diário de Viamão
*Jornalista, doutoranda em Comunicação na Universidade Federal do Rio Grande do Sul com bolsa Capes. Integrante do Grupo de Pesquisa Jornalismo Ambiental (CNPq/UFRGS).

Acontecimento global no jornalismo local: é hora de alinhar escalas e rever visões de mundo

Imagem: Edição de Zero Hora
Por Débora Gallas Steigleder*

O planeta se mobiliza pela Amazônia em chamas, e o jornalismo repercute os diferentes vieses que envolvem este conflito ambiental, evidenciado pela chegada de partículas das queimadas a São Paulo em 19 de agosto.

A edição do fim de semana de 25 e 26 de agosto de Zero Hora, que traz o assunto na capa, pretendeu aprofundar alguns tópicos a partir de apuração própria da redação do jornal gaúcho. O texto na primeira página da cobertura, não assinado, traz um apanhado geral dos aspectos políticos que envolvem o conflito por um viés declaratório, com a tradicional reprodução de pronunciamentos das fontes oficiais. Nada de novo aqui, portanto. A dimensão local é abordada em seguida, em texto de Leonardo Vieceli, que faz um gancho com a menção ao risco que a destruição da floresta representa ao acordo comercial recém firmado entre União Europeia e Mercosul. O repórter relata a preocupação de entidades exportadoras do Rio Grande do Sul com os danos do crime ambiental à imagem do país frente aos parceiros comerciais. Esta centralidade nos impactos econômicos segue a posição editorial da empresa e é repercutida por colunistas de Política e Economia na mesma edição. De certa forma, então, nada de novo até aqui também.

A seguir, um quadro informativo com mitos e verdades sobre a Amazônia ajuda a contextualizar o leitor e complementa o texto de Iarema Soares, que apresenta o olhar dos especialistas sobre as possibilidades de restauração e as perdas inestimáveis nos ecossistemas amazônicos. Assim como a entrevista com bombeiro que está trabalhando no combate às queimadas, realizada por Rodrigo Lopes, estes recursos permitem um diálogo entre escalas. Nada substitui a presença do repórter in loco, mas, em um contexto de limitações físicas (e financeiras), uma construção discursiva que oriente o olhar “daqui para lá” é interessante para gerar proximidade. Um passo importante, porém, seria incorporar uma reflexão constante na cobertura sobre os efeitos diretos da perda da Amazônia em nossas vidas independentemente da proximidade geográfica com ela. Afinal, já passou da hora de reconhecermos as interconexões que fundamentam a vida na Terra.

Talvez o conteúdo local mais expressivo da cobertura seja o histórico da destruição da floresta, assinado por Itamar Melo, com gráficos e comparativo da área desmatada na Amazônia com o território do Rio Grande do Sul. O texto menciona que gaúchos foram estimulados a ocupar a região a partir dos anos 50. E, amplificando a questão da continuidade, é interessante ver aqui o deslocamento de sentido sobre o tema em Zero Hora, por meio de uma espécie de reversão do silenciamento: em minha leitura, por exemplo, remeti imediatamente a todas as coberturas do veículo – e do Grupo RBS, em geral – com narrativas heroicas sobre a conquista do Centro-Oeste e do Matopiba por gaúchos envolvidos no monocultivo de soja. Ao longo de décadas, a expansão das fronteiras agrícolas foi relatada – e exaltada – nos veículos da empresa sem contraponto ambiental. Muitos jornalistas têm-se posicionado para apontar o discurso violento e mentiroso de representantes do governo federal como avalizador de crimes ambientais, e com razão. Mas já é tempo de as mídias e seus profissionais fazerem uma autoavaliação: em que medida terem corroborado para o mito do progresso também contribuiu para a “naturalização” da destruição?

* Jornalista, doutoranda em Comunicação na Universidade Federal do Rio Grande do Sul com bolsa Capes. Integrante do Grupo de Pesquisa Jornalismo Ambiental (CNPq/UFRGS).

Dia Mundial do Meio Ambiente: por pautas menos catastrofistas

Imagem: Captura de tela – Notícia publicada no site da Revista Galileu
*Eloisa Beling Loose

Dentre as muitas efemérides que servem de gancho para a produção jornalística, no dia 5 de junho temos uma dedicada ao meio ambiente. O Dia Mundial do Meio Ambiente foi criado pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em 1972, e busca chamar a atenção para a importância da sustentabilidade da vida de todas as espécies – inclusive a nossa – no planeta.

O assunto está mais presente na pauta em razão do volume de problemas ambientais que nos cercam (poluição de ar e água, desmatamento, contaminação por agrotóxicos, rompimento de barragens de rejeitos de mineração, flexibilização das políticas ambientais, extinção de espécies, etc.) e seu tratamento jornalístico costuma ser desolador. O destaque em aspectos negativos tende a gerar uma percepção de que não há mais saídas.

Na última semana, a data foi lembrada por muitos veículos jornalísticos e a “fórmula do choque”, tentando despertar as pessoas sobre o cenário pessimista no qual nos encontramos, foi repetida inúmeras vezes. A matéria publicada no site da Revista Galileu, Mudanças climáticas podem acabar com a civilização até 2050, diz estudo, por exemplo, celebra o dia 5 de junho lembrando que estamos a caminho da extinção da espécie humana. A partir de um relatório do Centro Nacional de Descoberta do Clima da Austrália, o texto indica que as mudanças climáticas podem colapsar a nossa civilização até 2050, tornando o mundo um caos, em razão das condições cada vez mais adversas decorrentes das consequências climáticas.

A notícia da Galileu aponta também o que deveria ser feito. Segundo o documento que é sua única fonte: é necessário alterar a matriz produtiva mundial para que ela seja de zero carbono e pensar mais no planejamento para lidar com cenários extremos. É claro que isso envolve um alto investimento de recursos e um empenho coletivo dos países em priorizar a vida (e não só daqueles que podem pagar por isso). Esse esforço, até hoje, apesar das muitas evidências, não tem sido realmente efetivo, porém a matéria da Galileu não oferece ao leitor uma discussão das tentativas e explicações do porquê isso ainda acontece.

O Acordo de Paris, compromisso negociado por 195 países, em 2015, e que entrará em vigor somente no próximo ano, pretende manter o aumento da temperatura média global em menos de 2°C acima dos níveis pré-industriais. Os esforços, porém, são para limitar o aumento da temperatura a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais. A grande questão é que, como explicita o texto, os piores cenários tendem a ser subestimados. E qual a razão de se achar que não há urgência em uma mudança radical nos nossos modos de vida?

Ainda que os relatos jornalísticos sejam sempre recortes da realidade, percebe-se uma recorrência de notícias com fonte única e quase nenhuma contextualização. Além disso, a ênfase nos aspectos mais catastrofistas inibe o foco para a ação, para aquilo que devemos fazer hoje. Soluções de escala global são bem-vindas, mas o enfrentamento deve ocorrer em todas as esferas. Considerando todos os efeitos que já sentimos na pele e as previsões dos cientistas, adotar comportamentos e práticas diárias associadas às baixas emissões de gases de efeito estufa é um imperativo.

Quando a imprensa trata do futuro como algo que, em breve, deixará de existir, está sendo contraproducente, pois repercute a ideia de que não há muita coisa a ser feita. Ao entender o jornalismo como uma prática profissional comprometida com o interesse público, seu papel é justamente dar visibilidade às ações e projetos que estão trabalhando em prol de caminhos que garantam o cuidado com o meio ambiente, indispensável para nossa sobrevivência. Que o Dia Mundial do Meio Ambiente possa ser comemorado com enfrentamento e que, em breve, não seja preciso ter uma data para nos lembrar o óbvio: não podemos destruir o ambiente do qual dependemos para viver.

*Jornalista, mestre em Comunicação e Informação, e doutora em Meio Ambiente e Desenvolvimento. Vice-líder do Grupo de Pesquisa Jornalismo Ambiental (CNPq/UFRGS).

II ENPJA – 29 a 31/05/14: programa e inscrições

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O II Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo Ambiental será realizado de 29 a 31 de maio em Porto Alegre – RS. Seu principal objetivo é reunir pesquisadores docentes e discentes interessados no diálogo sobre o atual momento de investigação no tema e possibilidades futuras de atuação compartilhada.

Serão três dias de trabalho, incluindo conferências, painéis, reunião de Grupos de Pesquisa e sessões de apresentação de trabalhos acadêmicos. O evento conta com apoio da Capes – Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

As inscrições serão aceitas até a data do evento (link a seguir). Os valores são: até 30/04 – R$50,00 para estudantes (graduação e pós-graduação) e R$ 80,00 para o público em geral (professores, pesquisadores, profissionais); após 30/04, – R$ 60,00 para estudantes e R$120,00 para o público em geral. Pesquisadores com apresentação de trabalho são isentos de taxa, devendo apenas enviar os dados solicitados no link.

Inscrições

Listagem dos trabalhos aceitos para apresentação

Sessões de apresentação – distribuição dos trabalhos

Programação  (sujeita a alterações)*

II Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo Ambiental

Local: FABICO – Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação / UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Rua Ramiro Barcelos, 2705 – Campus Saúde – Bairro Santana – CEP 90035-007 – Porto Alegre. Contato: enpja@jornalismoemeioambiente.com
Apoio:
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Dia 29 de maio – quinta-feira

Manhã

Apresentação de trabalhos de pesquisa 

08h – 11h30: Sessão 01 – Coordenação e mediação: Doutoranda Eloísa Loose (UFPR)

08h – 11h30: Sessão 02 – Coordenação e mediação: Profa. Doutoranda Cláudia Herte de Moraes (UFSM)

Tarde

13h30 – 17h Conferência de Abertura: Jornalismo ambiental para o mundo em transformação

Convidados:

Profa. Dra. Anabela Carvalho (IECA Board Member e Universidade do Minho/Portugal)

Prof. Dr. Raul Reis (School of Journalism and Mass Communication, Florida International University)

Coordenação e mediação: Profa. Dra. Ilza Girardi (UFRGS).

Dia 30 de maio – sexta-feira

Manhã

Apresentação de trabalhos de pesquisa

08h – 11h30: Sessão 03 – Coordenação e mediação: Doutoranda Eloísa Loose (UFPR)

08h – 11h30: Sessão 04 – Coordenação e mediação: Jorn. Mestre Fabrício Fonseca Ângelo (Fiocruz-AM)

Tarde

13h – 14h30: Reunião de trabalho dos membros do Grupo de Pesquisa em Jornalismo Ambiental (CNPq/UFRGS) e demais membros de outros grupos de pesquisa presentes tendo em vista a criação de uma agenda de pesquisa comum.

Coordenação: Profa. Dra. Sônia Aguiar (UFS) e Profa. Dra. Ilza Girardi (UFRGS)

15h – 18h: Painel: Metodologias de pesquisa em jornalismo ambiental

Convidados:

– Profa. Dra. Sonia Aguiar Lopes (UFS) – um panorama histórico das pesquisas brasileiras em jornalismo ambiental

– Prof. Dr. Reges Schwaab (UFOP) – a contribuição da Análise do Discurso para os estudos do jornalismo ambiental

– Prof. Dr. Valdir Morigi (UFRGS) – a contribuição da Teoria das Representações Sociais à pesquisa em jornalismo ambiental

– Profa. Dra. Liege Zamberlan (Faccat) – a contribuição do Paradigma Complexo aos estudos de jornalismo ambiental

Coordenação e mediação: Prof. Dr. Leonel Aguiar (PUC-RIO)

Dia 31 de maio – sábado

Manhã

09h -12h: Debate: O ensino de jornalismo ambiental no marco das novas diretrizes curriculares

Convidados:

Prof. Dr. Demétrio Soster (UNISC e SBPJor)

Prof. Dr. Celso Schröder (Fenaj)

Profa. Dra. Ilza Girardi (UFRGS e proposta da RBJA)

Prof. Dr. Leonel Aguiar (PUC-Rio)

Coordenação e Mediação: Prof. Dr. Reges Schwaab (UFOP)

Tarde

14h – Conferência de encerramento:  Diálogos com o nosso mundo e o nosso tempo

Lama Padma Samten (Centro de Estudos Budistas Caminho do Meio)

Coordenação e Mediação: Profa. Dra. Ilza Maria Tourinho Girardi (UFRGS)

16h – Encerramento

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Comissão Organizadora II ENPJA – Porto Alegre
Ilza M. T. Girardi (UFRGS) – Coordenação Geral
Ângela Camana (UFRGS)
Débora Gallas (UFRGS)
Eloisa Loose (UFPR)
Gisele Neuls (GPJA)
Reges Schwaab (UFOP)
Roberto Villar Belmonte (UFRGS)

Coordenação das Avaliações
Gisele Neuls (GPJA)
Reges Schwaab (UFOP)

Comissão Científica
Ilza Girardi (UFRGS)
Cláudia Herte de Moraes (UFSM)
Fabrício Ângelo (FIOCRUZ-AM)
Gisele Neuls (GPJA)
Leonel Aguiar (PUC-Rio)
Mônica Prado (UniCeub)
Reges Schwaab (UFOP)
Wilson Bueno (Umesp)

Olhares sobre o Jornalismo Ambiental: retrospectos, consolidações e perspectivas após uma década de SBPJor

Durante o 11º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo – SBPJor, a Comunicação Coordenada Olhares sobre o Jornalismo Ambiental: retrospectos, consolidações e perspectivas após uma década de SBPJor, organizada pela Profa. Dra. Isaltina Gomes (UFPE), reuniu cinco trabalhos. Os pesquisadores, de diferentes instituições, apresentaram reflexões conjuntas pela quarta vez na SBPJor, a segunda com um tema gerador para todos os artigos. Em 2013, a inspiração foram os 10 anos de Congressos da entidade de pesquisa em Jornalismo. Confira os trabalhos apresentados, já publicados nos Anais do evento.

Ementa: Considerando os 10 anos de trajetória da Associação Brasileira de Pesquisadores de Jornalismo (SBPJor), esta mesa coordenada que reúne interessados nas questões socioambientais atreladas às práticas jornalísticas busca fazer um retrospecto dos caminhos percorridos pelo Jornalismo Ambiental na última década, assim como avaliar aspectos que remetem a consolidações e desafios atuais. Os primeiros encontros desta associação permitiram que muitos dos pesquisadores deste grupo se conhecessem e discutissem sob outras óticas, temas e enfoques da relação existente entre jornalismo e meio ambiente, ampliando e refinando as reflexões sobre este objeto de interface. Com o amadurecimento das análises, grupos de trabalho emergiram e, desde 2010, busca-se unir os trabalhos voltados para os estudos do Jornalismo Ambiental a fim de qualificar o debate e avançar em novas abordagens e ângulos de investigação.

1. O diálogo teórico entre jornalismo ambiental e o campo das ciências sociais

Antonio Teixeira de Barros (Câmara dos Deputados)

2. A pesquisa em Jornalismo Ambiental na região Sul do Brasil 

Ilza Girardi (UFRGS); Angela Camana (UFRGS); Eliege Fante (GPJA);  Patrícia Kolling (UFMT); Carine Massierer (GPJA); Claudia Herte de Moraes (UFSM e UFRGS); Giovani de Oliveira (UFRGS)

3. Espaço do jornalismo e problemáticas socioambientais em encontros da Compós (2003 – 2013)

Isaltina Maria de A. M. Gomes; Jean Fábio B. Cerqueira; Diego A. Salcedo; Natalia M. Flores; Priscila M. Medeiros (UFPE)

4. Análise do desenvolvimento da produção acadêmica da Intercom em jornalismo e meio ambiente: apontamentos sobre os últimos 10 anos 

Myrian Del Vecchio de Lima; Eloisa Being Loose; Danielle S. Mei; Thaís Schneider; Valéria Duarte; Higor Lambach (UFPR)

5. Leituras conceituais sobre jornalismo e ambiente

Dione Oliveira Moura (UnB); Reges Schwaab (UFOP); Noêmia Félix da Silva (PUC-GO e UnB)

 

Jornalismo e ambiente: a proximidade distante entre os estudos brasileiros e portugueses (resenha)

Jornalismo e ambiente: a proximidade distante entre os estudos brasileiros e portugueses é o título da resenha que assino na edição 2010/2 da Revista Matrizes, da USP. O texto traz algumas considerações sobre  o livro Jornalismo e ambiente: análise de investigações realizadas no Brasil e em Portugal, de Antonio Teixeira de Barros e Jorge Pedro Sousa (Porto: Edições Universidade Fernando Pessoa, 2010, 112 p.), já indicado aqui no blog.

Leia a resenha aqui.

O livro também foi resenhado por Maria Érica de Oliveira Lima na atual edição da Revista Intercom. Leia aqui.

Jornalismo e Meio Ambiente na SBPJor 2010

Sob o comando da professora Sonia Aguiar Lopes, organizamos uma Comunicação Coordenada sobre Jornalismo e Meio Ambiente para o 8o. Encontro da SBPJor.  Ela reúne pesquisadores que apresentaram textos em edições anteriores do Encontro, seja como Comunicação Livre ou em outras Coordenadas. Para o Encontro em São Luís, Maranhão, entre 8 e 10.11, desenvolvemos textos com o objetivo de formentar o debate sobre rumos para pesquisa e formação na área. A Coordenada será na tarde do dia 10.11. A partir do momento em que os artigos estiveram disponíveis na Sala de Pesquisa, no site da SBPJor, serão linkados aqui. São cinco trabalhos, com a seguinte ordem de apresentação:

Jornalismo Ambiental: caminhos e descaminhos – Ilza Maria Tourinho Girardi, Carine Massierer , Eloisa Beling Loose e Reges Schwaab

Acontecimento inesperado: uma ordem de discurso – Cláudia Herte de Moraes

Mídia pernambucana e degradação ambiental: o caso Suape – Isaltina Maria de Azevedo Mello Gomes

Geopolíticas da transposição do Rio São Francisco no Jornal do Commercio de Pernambuco e na Folha de S. Paulo – Sonia Aguiar Lopes

Jornalismo e a transversalidade da pauta socioambiental – formação universitária, prática profissional, pesquisa, ensino e extensão – Dione O. Moura

Veja outros textos sobre o tema já apresentados na SBPJor.

Site e wiki da Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental

Estudantes e jornalistas estão sendo convidados a colaborarem com o novo site e com a wiki da Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental. A internet tem sido a principal ferramenta de manutenção da RBJA, de troca de experiências e informações. A participação dos integrantes e a produção colaborativa fica ainda mais enfatizada agora.

RBJA Site