Arquivo do autor:Grupo de Pesquisa Jornalismo Ambiental

Dossiê Razón y Palabra: comunicação e desafios ambientais

A revista mexicana Razón y Palabra dedicou seu número 29 (maio/julho 2012) ao tema “Importância de la comunicación y sus interfaces con los desafios ambientales”, em dossiê coordenado por Elizabeth Oliveira. Clique aqui para ler a apresentação da edição e nos títulos a seguir para acessar cada artigo.

BASES DO JORNALISMO AMBIENTAL E OS DESAFIOS PARA A COBERTURA DA RIO+20
Ilza Maria Tourinho Girardi
Cláudia Herte de Moraes
Eloísa Beling Loose

LA OLA DE CALOR DE 2003 EN ESPAÑA, ENTRE LA REALIDAD BIOFÍSICA Y EL RECONOCIMIENTO MEDIÁTICO
Rogelio Fernández Reyes

MÍDIA, SOCIEDADE DE RISCOS E OS DESAFIOS DOS RESÍDUOS ELETROELETRÔNICOS NO BRASIL
Maria Daniela de Araújo Vianna

COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL E SUSTENTABILIDADE: ESTUDO DE CASO DO RELATÓRIO 2010 DA BRITISH PETROLEUM
Luiz Antônio Gaulia
Leonel Azevedo de Aguiar

COMUNICAÇÃO E SUSTENTABILIDADE: APROXIMAÇÕES E RUPTURAS
Wilson da Costa Bueno

ANÁLISE DE DISCURSOS ESPECIALIZADOS EM MEIO AMBIENTE: COMO O JORNALISMO AMBIENTAL PODE CONTRIBUIR PARA UM NOVO OLHAR
Eloisa Beling Loose

LIFE EVENTS AS WINDOWS OF OPPORTUNITY FOR SUSTAINABLE CONSUMPTION AS ILLUSTRATED BY AN EXHIBITION AND A NUTRITION CAMPAIGN
Lisbeth Oliveira

O LUGAR DAS REVISTAS BRASILEIRAS NO DISCURSO SOBRE O VERDE
Reges Schwaab

O SILÊNCIO DOS AFOGADOS. O DESAPARECIMENTO DA POPULAÇÃO RIBEIRINHA NO NOTICIÁRIO SOBRE A CONSTRUÇÃO DA HIDRELÉTRICA DE GARABI
Carlos Dominguez

DA REDE À RUA: A REAÇÃO CONTRA O CÓDIGO FLORESTAL NAS REDES SOCIAIS E A COBERTURA DA MÍDIA
Ana Carollina Campos Leitão

A IMPORTÂNCIA DO JORNALISMO DE QUALIDADE NA REDUÇÃO DE RISCOS E DESASTRES
Juliana Frandalozo Alves dos Santos

EM NOME DO BEM COMUM: A COMUNICAÇÃO COMO MEIO PARA AMPLIAR E VALORIZAR AÇÕES DE CONSCIENTIZAÇÃO SOCIOAMBIENTAL
Antonio Carlos Teixeira

APRENDIZADO PARA A SUSTENTABILIDADE
Vilmar Sidnei Demamam Berna

Uma homenagem a Adrian Cowell

Assista ao especial do programa Cidades e Soluções, da Globo News, sobre o valioso trabalho do documentarista Adrian Cowell na Amazônia. Entre seus importantes trabalhos está “A década da destruição”, série sem precedentes abordando o abuso de uma nação na região amazônica. Um documento importante produzido por André Trigueiro e equipe. Assista aqui.

Comunicação Coordenada “Jornalismo e problemáticas socioambientais” na SBPJor 2011

A Comunicação Coordenada “Jornalismo e problemáticas socioambientais” integrará a programação do 9º Encontro da SBPJor, de 3 a 5 de novembro, no Rio de Janeiro. O grupo é formado por pesquisadores que integraram a Coordenada do ano passado e novos autores. Teremos seis trabalhos sendo debatidos na tarde de 4 de novembro. A ementa da Coordenada e a listagem de trabalhos vai a seguir. Os textos serão disponibilizados aqui após o evento.

Ementa: Junho de 2012 marca os 20 anos de realização da Conferência da ONU sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Rio 92, período em que os dilemas ambientais ganharam maior visibilidade. Diferentes atores têm empreendido uma disputa pública por nomear a questão da forma mais adequada. A luta ecológica, surgida no clima de contracultura dos anos 1960 e 1970, capilariza-se em novas formas de ação social, quer na busca por legitimidade de movimentos “verdes”, grupos e populações tradicionais, quer na entrada do setor empresarial na temática. Diante dos interesses difusos estão os governos, e um esperado papel de negociação. Mesmo emergindo em diferentes campos, é no exercício da comunicação que as problemáticas socioambientais são atualizadas, por meio da produção de jornalistas, em espaços tradicionais, ou de múltiplos sujeitos, por meio de novas tecnologias da informação. E além de promover mediação, o jornalismo toma a complexa relação sociedade-natureza como objeto, para além da formulação de conteúdos informativos. O conjunto de trabalhos desta coordenada instala sua discussão nas controvérsias geradas pelo tema, pensando suas implicações nas práticas jornalísticas, nas narrativas e na reflexão acadêmica na área.

Palavras-chave: Jornalismo, meio ambiente, práticas jornalísticas, discurso, problemáticas socioambientais.

Trabalhos:

Análise dos estudos sobre jornalismo ambiental: primeiras incursões – Sonia Aguiar

Mudanças no olhar da imprensa pernambucana sobre Suape: do desenvolvimentista ao socioambiental – Isaltina Maria de Azevedo Melo Gomes; Débora Souza Britto; Eutalita Bezerra da Silva; Júlia Arraes de Alencar; Raíssa Ebrahim dos Santos

Discursos e vozes por trás das COP-15 e COP-16 – Ilza Maria Tourinho Girardi; Ângela Camana; Carine Massierer; Cláudia Moraes; Eloisa Beling Loose; Gisele Neuls; Laura Gertz

De outros Olhares? Representações do ambientalismo em imagens de sites indígenas da Amazônia – Isac de Souza Guimarães Júnior

O valor do verde no saber dizer de revistas da Abril – Reges Schwaab

Redefinições do jornalismo ambiental: abordagens teóricas e rotinas produtivas – Antônio Teixeira de Barros

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Os testemunhos na cobertura das catástrofes ambientais

Texto de Márcia Franz Amaral (UFSM), apresentado no GT Estudos em Jornalismo, no 20º Encontro da Compós.

Resumo: O trabalho analisa as especificidades dos discursos dos testemunhos nos acontecimentos das catástrofes climáticas nas revistas semanais. A partir da noção do testemunho como um discurso sobre uma experiência singular, refletimos sobre o teor testemunhal presente nas matérias relacionadas à tragédia provocada pelos deslizamentos nos municípios serranos do Rio de Janeiro em janeiro de 2011.  Caracterizamos os testemunhos e os cotejamos com as manifestações das fontes do tipo expert. Mostramos como a experiência, aparentemente fonte do sentido, configura-se numa rede discursiva que constrói o acontecimento catastrófico.

Acesse aqui.

Bibliografia espanhola: Rogelio Fernándes Reyes

O blog compartilha alguns textos enviados pelo jornalista Rogelio Fernándes Reyes, de Sevilha, Espanha. Rogelio Fernándes Reyes é Doutor em Jornalismo pela Universidade de Sevilha e pela Universidade Pablo de Olavide e é bacharel em Jornalismo pela Universidade Complutense de Madrid. Tem interesse na nova cultura de sustentabilidade e o papel que a comunicação pode desempenhar. Dedica-se, ainda, ao tema “juventude e drogas”. Ele gentilmente indicou alguns artigos e sua tese de doutorado, listados e linkados a seguir:

FERNANDEZ Reyes, Rogelio (2002), Periodismo Ambiental y Ecologismo: Tratamiento informativo del vertido de Aznalcóllar en El País, edición de Andalucía. Tesis doctoral de la Facultad de Ciencias de la Información de la Universidad de Sevilla, 2002. Link.

FERNANDEZ Reyes, Rogelio   (2009), El cambio climático en editoriales de prensa. Ecología Política y Periodismo Ambiental: una propuesta de herramienta de análisis. Tesis doctoral defendida en la Universidad Pablo de Olavide, 2009.

Artigos:

(2010), “La sostenibilidad: una nueva etapa en el periodismo ambiental y en el periodismo en general”, en DELOS, Vol 3, nº 8. Link

(2010): “Irrupción mediática y representación ideológica del cambio climático en España”, en Contribuciones a las Ciencias Sociales, octubre 2010. Link

(2010), “Reconocimiento y cuestionamiento mediático del cambio climático en España”, en Contribuciones a las Ciencias Sociales, diciembre 2010. Link

(2011), “La función formativa o educativa en el periodismo ambiental”, en Contribuciones a las Ciencias Sociales, marzo 2011. Link

Jornalismo e ambiente: a proximidade distante entre os estudos brasileiros e portugueses (resenha)

Jornalismo e ambiente: a proximidade distante entre os estudos brasileiros e portugueses é o título da resenha que assino na edição 2010/2 da Revista Matrizes, da USP. O texto traz algumas considerações sobre  o livro Jornalismo e ambiente: análise de investigações realizadas no Brasil e em Portugal, de Antonio Teixeira de Barros e Jorge Pedro Sousa (Porto: Edições Universidade Fernando Pessoa, 2010, 112 p.), já indicado aqui no blog.

Leia a resenha aqui.

O livro também foi resenhado por Maria Érica de Oliveira Lima na atual edição da Revista Intercom. Leia aqui.

Jornalismo e Meio Ambiente na SBPJor 2010

Sob o comando da professora Sonia Aguiar Lopes, organizamos uma Comunicação Coordenada sobre Jornalismo e Meio Ambiente para o 8o. Encontro da SBPJor.  Ela reúne pesquisadores que apresentaram textos em edições anteriores do Encontro, seja como Comunicação Livre ou em outras Coordenadas. Para o Encontro em São Luís, Maranhão, entre 8 e 10.11, desenvolvemos textos com o objetivo de formentar o debate sobre rumos para pesquisa e formação na área. A Coordenada será na tarde do dia 10.11. A partir do momento em que os artigos estiveram disponíveis na Sala de Pesquisa, no site da SBPJor, serão linkados aqui. São cinco trabalhos, com a seguinte ordem de apresentação:

Jornalismo Ambiental: caminhos e descaminhos - Ilza Maria Tourinho Girardi, Carine Massierer , Eloisa Beling Loose e Reges Schwaab

Acontecimento inesperado: uma ordem de discurso – Cláudia Herte de Moraes

Mídia pernambucana e degradação ambiental: o caso Suape – Isaltina Maria de Azevedo Mello Gomes

Geopolíticas da transposição do Rio São Francisco no Jornal do Commercio de Pernambuco e na Folha de S. Paulo - Sonia Aguiar Lopes

Jornalismo e a transversalidade da pauta socioambiental – formação universitária, prática profissional, pesquisa, ensino e extensão – Dione O. Moura

Veja outros textos sobre o tema já apresentados na SBPJor.

Site e wiki da Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental

Estudantes e jornalistas estão sendo convidados a colaborarem com o novo site e com a wiki da Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental. A internet tem sido a principal ferramenta de manutenção da RBJA, de troca de experiências e informações. A participação dos integrantes e a produção colaborativa fica ainda mais enfatizada agora.

RBJA Site

Anthony Giddens e a política da mudança climática

GIDDENS, Anthony. A política da mudança climática. Rio de Janeiro: Zahar, 2010.

Professor emérito da London School of Economics aposta na ação sistemática e articulada para superar o desafio imposto pelas mudanças ambientais

A entrada de Anthony Giddens na dicussão sobre mudanças climáticas tem valor simbólico e prático. Primeiro, porque a defesa de uma ação contundente e multisetorial feita por ele merecerá ampla atenção. Além disso, as ideias apresentadas em “A política da mudança climática”, publicado agora no Brasil pela Editora Zahar, podem servir como um passo importante diante do diagnóstico de urgência da problemática. E por mais que fique claro um cenário de “crise ambiental”, Giddens não opta pelo catastrofismo, ao qual faz sérias ressalvas. Prefere sublinhar o aspecto paradoxal da questão, contornando o desenho pessimista com a perspectiva do risco, para que a estimativa de futuro não se perca em meio ao conjunto de desconfiados do presente.

O livro, dividido em nove capítulos, considera diversos documentos internacionais e avalia os ‘resultados’ de encontros globais sobre o tema. No andar da discusssão, Giddens reflete, ainda, sobre algumas experiências específicas, em especial em países da União Européia. Mesmo admitindo que o  tema exige um agir combinado, considera que estamos diante de uma equação difícil: englobar indivíduos, empresas, organizações e setor público é um belo exercício. Para resolução, Giddens opta por demonstrar, em vários momentos do livro, porque o Estado é um ator fundamental e deve ser protagonista da convergência. E ao detalhar que papel pensa para os governos, não hesita em mostrar que pouco ou nada foi feito para alterar hábitos e modelos que podem nos conduzir a uma catástrofe de proporções épicas.

Mesmo com as aspirações já partilhadas em torno da limitação do aquecimento global, Giddens mostra em seu livro a ausência de políticas concretas e de análises bem desenvolvidas, seja em âmbitos nacionais ou internacionais. Na crítica, não poupa os países desenvolvidos, historicamente quem mais contribuiu e dos quais se espera um corte drástico nas emissões de gases nocivos, bem como na promoção de políticas claras de eficiência energética, sustentabilidade e convergência política. Para o autor, por hora as iniciativas mais relevantes têm brotado de ações pessoais e da energia da sociedade civil.

O grande foco do livro está em como manter uma política de mudança climática contínua, na qual o Estado seja o grande motivador e assegurador, no sentido de viabilizar e estimular os grupos que atuarão. Em seu esforço de mostrar o caminho possível, Anthony Giddens defende com argumentos sólidos a volta de um planejamento, da visão de longo prazo e a abertura para um novo mundo, no qual o petróleo não mais ditará a política mundial. A resposta é complexa e nunca será alcançada de forma isolada, o que leva o autor a resgatar o sentido de uma comunidade internacional e da possibilidade de governança global partilhada. Se não nos arriscarmos a ir em busca dessa nova sociedade, constata, nada mais dará resultado.

Verde, ma non troppo

Giddens não é ambientalista. Por operar em termos de paradoxos, considerando o conflituoso, até faz ressalvas a algumas questões que envolvem o movimento verde. Não deixa de ressaltar que o setor é a principal fonte de reflexão filosófica sobre os objetivos da luta contra a mudança climática e que deve ser considerado. Propõe, no entanto, uma revisão de conceitos hoje bastante populares, como o “princípio da precaução”. Sem retirar seu caráter positivo, Giddens tenta mostrar como adaptá-lo para a prática política, uma vez que, na grande maioria dos casos, esses conceitos não tem conseguido superar a barreira da política ortodoxa. As perspectivas da “sustentabilidade” e do “poluidor pagador” entram no debate também, na argumentação em favor da análise de riscos, no estado assegurador, na convergência política e econômica e pela ótica da evidenciação: é preciso colocar a mudança climática em primeiro plano.

Na mesma linha, o livro tenta reverter algumas preocupações para as positividades do cenário, como momento oportuno para uma verdadeira transparência política, para a avaliação das vulnerabilidades, uma atribuição equitativa das responsabilidades nos cortes de emissões e uma adaptação proativa. Para cada um dos elementos Giddens traz exemplos que começam a dar algum sinal no horizonte. É verdade que, até por sua formação e atuação, boa parte deles está localizado na Europa. Por outro lado, é justamente desses países, assim como dos Estados Unidos e da China, que o autor vai cobrar mais duramente uma ação. E apesar de defender que as sociedades liberais favoreceram o desenvolvimento científico, por exemplo, ele é categórico ao conclamar “um maior intervencionismo do estado pelo fracasso da desregulamentação e a predileção pelo curto prazo” (p.125). Planejar é urgente, os governos e os mecanismos de mercado precisam de um novo papel. Segundo ele, a política ambiental deve ser a corrente dominante, transversalmente introduzida em todos os órgãos de um governo.

Alguns pontos merecerão tensionamentos, em especial por uma certa ‘filiação’ por vezes tecnocrática demais. Um exemplo: considerando que não importa a origem das emissões, que os efeitos são globais, podemos repensar criticamente a ideia de Giddens sobre o imperativo do crescimento para os países pobres e/ou em desenvolvimento. Certamente cabe considerar soluções que não impliquem em permissão de emissões desenfreadas em troca de um possível ‘resultado econômico’. É algo até contraditório na consistência de outros tantos argumentos apresentados pelo autor. O corte drástico e imediato, sim, está localizado nos países do norte, principalmente. O já estimado impacto primeiro nos países pobres, porém, poderia ser considerado em conjunto com as possibilidades locais de desenvolvimento, apesar de estar claro que a pobreza extrema é um grave risco. Giddens lembra, ainda, do grande desafio brasileiro que é acabar com o desmatamento, causa global de cerca de 25% das emissões. O Brasil pode se tornar paradigmático na questão caso modifique os modos predatórios de utilização do solo, afirma.

Converência global

Nas partes finais do livro, Giddens retoma um dos pontos centrais do que ele chama de política da mudança climática. Até agora as abordagens em torno da problemática têm criado pormenores e matizes diversos, não há algo de sólido para construir um caminho passível de ser adotado. Por isso, diz ele, a eficiência e a segurança energética são a chave para a adaptação proativa defendida na obra. E é uma questão que tem sido negligenciada nos debates. Considerando a atual geopolítica das alterações do clima e o cenário de riscos possível de ser visualizado, Giddens não vê outra jogada em um momento tão crucial. O dilema partilhado por todos é de como conciliar a mudança climática com a política energética, com apoio popular contínuo e com a economia. E como levar as pessoas a admitirem os riscos reais e prementes? Giddens procura mostrar que, no pouco tempo que temos, resta somente reduzir substancialmente as dependências danosas que alavancaram o modelo energético hegemônico e destrutivo, dividindo responsabilidades e vigilância. O que deve esquentar, em seu entendimento, é a positividade da oportunidade única que um modelo de baixo teor de carbono oferece, inclusive em prol de um mundo mais cooperativo.

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Anthony Giddens é inglês (Londres, 1938). Teórico pioneiro da “terceira via”, tem mais de vinte livros publicados. Atuou como assessor do primeiro-ministro britânico Tony Blair e é professor emérito da London School of Economics and Political Science. Saiba mais.

Leia a apresentação de Sérgio Besserman Vianna para a obra.

Outras informações sobre o livro.

Entrevista sobre o livro – Folha de S. Paulo, 23.03.2009

Vídeos (em inglês)

A cobertura sobre biodiversidade no Notícia em Foco, CBN

A cobertura sobre biodiversidade foi tema no programa Notícia em Foco, da Rádio CBN. Os convidados: Sérgio Abranches, comentarista da CBN, e Afra Balazina, do jornal O Estado de S. Paulo. Ouça.

via CBN – A rádio que toca notícia – Notícia em Foco.

Jornalismo e ambiente: comunicações apresentadas nos encontros da SBPJor

Estão linkados aqui os textos sobre jornalismo e questões ambientais apresentados nos encontros da SBPJor, no período de 2003 - 2008. Eles foram listados a partir de uma busca na Sala de Pesquisa, no site da entidade. O maior número de artigos está concentrado nos anos de 2007 (cinco textos), 2008 (quatro) e 2005 (quatro).
2003
Dione Oliveira Moura; Mariana Carvalho Braga; Manuela de Oliveira Castro; Ana Raquel Macedo Ferreira
2004
Anaelson Leandro de Sousa; Betânia Maria Vilas Bôas Barreto; Eliana C. P.Tenório Albuquerque
Dione Oliveira Moura
2005
Liege Zamberlan
2006
Anaelson Leandro de Sousa; Betânia Maria Vilas Boas Barreto; Rodrigo Bomfim Oliveira
Carine Massierer; Reges Schwaab
2007
Anaelson Leandro de Sousa; Betânia Maria Vilas Bôas Barreto; Marlúcia Mendes da Rocha
Carine Massierer
Eliana Cristina Paula Tenório de Albuquerque; Carlos Frederico Bernardo Loureiro; Rodrigo Bomfim de Oliveira
Lorena de Oliveira Souza Campello e Eliane Oliveira de Lima Freire
Maria das Graças Pinto Coelho
2008

*Para citar, siga a normatização da ABNT.

** Confira outros textos no link Artigos.

Jornalismo e Ambiente: revistas com números especiais

Aos interessados no universo de pesquisa sobre jornalismo e ambiente: vale conhecer estes dois números especiais de revistas acadêmicas, uma brasileira e outra espanhola.

A revista Estudos em Jornalismo e Mídia, editada pelo Programa de Pós-graduação em Jornalismo da UFSC, reuniu dez textos com foco na temática em 2006/2. Entre eles, um artigo de Carina Benedeti, abordando parte da sua dissertação sobre cobertura jornalística dos transgênicos no Brasil, Prêmio Adelmo Genro Filho de Pesquisa em 2007.

Nos estudos das implicações entre jornalismo e meio ambiente, têm destaque análises da cobertura jornalística sobre questões centrais no debate ambiental. Dos sete artigos do núcleo temático desta edição, três se ocupam desse tipo de investigação.

No segundo semestre de 2009, a Revista Infoamérica, da Universidade de Málaga, Espanha, lançou uma edição com o tema “Comunicação e Mudanças Climáticas“. São onze artigos, além de entrevistas e resenhas em espanhol e inglês.

las páginas que siguen dan cabida a diferentes enfoques analíticos, muchos de ellos trazados a partir de trabajos empíricos, que sirven para trasladar a nuestro escenario no sólo nuevas inquietudes de la investigación, sino hipótesis, enfoques y herramientas metodológicas necesarias para desplegar la acción investigadora sobre un problema central, desde el punto de vista científico, como es el de la definición de un modelo social y cultural de sostenibilidad.

O desastre ecológico do Golfo do México em perspectiva: a tragédia nigeriana

Foto: George Esiri/Reuters

Marcos Palácios destacou, no blog do GJol, texto de John Vidal, o Editor de Ecologia do Guardian. Em meio ao desastre ecológico do Golfo do México, com o derramamento de petróleo que segue há semanas, tendo sido uma das principais pautas da imprensa mundial nesse período, Vidal pede que as cosias sejam colocadas em perspectiva. Nos chama para uma “espiadela” no que acontece na Nigéria, fornecedora de 40% do petróleo importado pelos Estados Unidos. Lá, diz ele, o desastre ecológico é permanente (e invisível para o mundo). Leia aqui.

Jornalistas ambientais são espécie em extinção?

Segundo o colunista do site Grist, Umbra Fisk, são. O Grist é um portal de notícias ambientais “com um toque de humor”, integrante do projeto colaborativo The Climate Desk. O Portal lançou uma campanha para arrecadar fundos para preservação dos jornalistas ambientais. Segundo Umbra Fisk, no início da década de 90 os jornalistas ambientais eram mais comuns. O passar dos anos não foi favorável para a espécie, frágil, que agora necessita de ajuda para não seguir sendo “capturada pelos céticos do clima”, por exemplo. O vídeo da campanha está a seguir. Saiba mais aqui.

(via @journalismnews)

Jornalismo na rede

Reprodução do site

Um dos debates da edição 2010 da Campus Party, na tarde de hoje, 27.01.10, reuniu opiniões sobre potencialidades e iniciativas de jornalismo na rede. Um dos convidados foi o jornalista André Deak, conhecido pelo trabalho em cobertura multimídia. Vale conferir a pauta que ele fez para a revista Revista Fórum, abordando o derramamento de agrotóxicos no Rio Paraíba do Sul (disponível aqui). É um ótimo exemplo de trabalho no cenário digital.

Conjugar  as  possibilidades que as diversas ferramentas oferecem, apostar na construção diferenciada das narrativas, no diálogo de vozes e na interação. Isso tudo é valioso para o debate que os temas da agenda socioambiental necessitam.

Aquecimento? Que aquecimento?, texto de Luciano Martins no OI

Recomendada a leitura do comentário de Luciano Martins, feito para o Observatório de Imprensa. Em foco as mudanças climáticas e a relação “esquizofrênica” do jornalismo com o tema, como ele mesmo classifica.

Leia na íntegra:  Aquecimento? Que aquecimento?

Global Voices – site em português e Conferência 2010

Como o próprio projeto afirma: “O Global Voices agrega, organiza e amplifica a conversa global na rede – iluminando os lugares e pessoas que o resto da mídia geralmente ignora”.  Acesse aqui.

Vale lembrar que a edição 2010 da Conferência de Mídia Cidadã do Global Voices será  em Santiago, no Chile, no dias 6 e 7 de maio.

Jornalismo e Ambiente: Brasil e Portugal

Antonio Teixeira de Barros (Brasil) e Jorge Pedro Sousa (Portugal) lançaram “Jornalismo e ambiente: análise de investigações realizadas no Brasil e em Portugal”, resultado da pesquisa pós-doutoral de Antonio de Barros na Universidade Fernando Pessoa, no Porto.

O livro aborda “o processo de formação do campo do jornalismo ambiental no Brasil e em Portugal, de forma sistemática, diacrônica e relacional, a partir da interação sócio-histórica de cinco atores sociais: a comunidade científica, o Estado, os movimentos sociais, os partidos políticos verdes e as organizações ambientalistas não-governamentais”. Por essa perspectiva, são relacionados diferentes atores na cobertura de imprensa sobre ambiente nos dois países.

Além, o estudo “apresenta ampla contextualização das convergências históricas e temáticas entre Brasil e Portugal, no que se refere à evolução do debate ambiental, como o protagonismo da comunidade científica, as semelhanças na configuração ideológica e pragmática dos movimentos ambientalistas, a constituição da agenda ambiental, a influência de organismos internacionais como a Organização das Nações Unidas (ONU), o Clube de Roma e a pauta da imprensa”.

Encomendas são aceitas por meio da editora da Universidade, pelo e-mail agata@ufp.edu.pt ou site.

Referência completa:
BARROS, Antonio Teixeira e SOUSA, Jorge Pedro. Jornalismo e ambiente: Análise de investigações realizadas no Brasil e em Portugal. Porto: Edições Universidade Fernando Pessoa, 2010. ISBN: 978-989-643-042-9. 112 páginas.

nalismo e Ambiente: Análise de Investigações Realizadas no Brasil e em Portugal”, de Antonio Teixeira de Barros, do Brasil, e Jorge Pedro Sousa, de Portugal. Foi elaborado no âmbito das atividades de pesquisa pós-doutoral do Prof. Dr. Antonio Teixeira de Barros na Universidade Fernando Pessoa, no Porto, Portugal.

Podem ser encomendados exemplares à editora da Universidade Fernando Pessoa, pelo email agata@ufp.edu.pt ou através do site www.ufp.pt

Referência:

BARROS, Antonio Teixeira e SOUSA, Jorge Pedro. Jornalismo e Ambiente: Análise de Investigações Realizadas no Brasil e em Portugal. Porto: Edições Universidade Fernando Pessoa, 2010. ISBN: 978-989-643-042-9. 112 páginas.

Cobertura de ciência: BBC quer verificar sua qualidade

Neste texto, a  BBC anunciou hoje uma análise da qualidade da sua cobertura de ciência. Um dos administradores do canal, Richard Tait, diz que há questões sensíveis em pauta atualmente, temas como as alterações climáticas e modificação genética, que exigem uma orientação para manter a “imparcialidade” diante da controvérsia. Em jogo, afirma, está a reputação da BBC, que conquistou lugar de destaque na cobertura dessa área. O relatório deve sair em 2011.

Via Ponto Media

Planet Green: conteúdo ecológico 24h?

O Planet Green, do Discovery, propõe conteúdos sobre atitudes ecologicamente corretas. São 24 horas de programação e seis linhas editoriais: moda e beleza; saúde e alimentação; casa; transporte e tecnologia; viagens; trabalho e atitudes. O projeto é ambicioso, mostra a potencialidade de traduzir as preocupações sobre sustentabilidade no cotidiano, guiar ações e discutir soluções concretas. Aumenta a quantidade de informação nessa área. Ao mesmo tempo, pode ser difícil não cair na conhecida armadilha da bela camada de tinta e algumas palavras empolgantes para tudo virar verde.

Glossário e infográfico sobre mudanças climáticas

Em glossário, com infográfico, a Folha de S. Paulo mostra as estimativas de aumento de temperatura em diferentes regiões do mundo. A base são as informações reunidas pelos relatórios do IPCC, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas. As ilustrações consideram os cenários otimista, médio e pessimista e permitem a comparação entre eles. O glossário reúne os trending topics na discussão climática.

O quente é a Antártida

Nada melhor do que o gelo para ajudar a contar o que se passa nestes tempos quentes. No domingo,  com todos os holofotes já apontados para Copenhague, o Fantástico, da TV Globo, exibiu uma extensa matéria contextualizando o que está em discussão no momento. Trabalho de Sônia Bridi e Paulo Zero. A Antártida foi o destino. Uma reportagem completa e objetiva (veja aqui), comentada na blogosfera durante a semana. E uma escolha acertada.  A Antártida  é um dos símbolos das mudanças em curso. Além, guarda, em sua brancura glacial,  valiosas informações acerca do histórico climático do planeta. O Brasil está envolvido em pesquisas desse histórico. O trabalho com os chamados “testemunhos” tem a participação de pesquisadores da Universidade Federal do  Rio Grande do Sul, chefiados pelo glaciologista Jefferson Simões. O tema merece toda atenção. Reportagens assim precisam virar regra.

A Antártida também foi tema de um dos trabalhos distinguidos com o Prêmio Esso de Jornalismo 2009. A revista “No coração da Antártida”, publicada pela Folha de São Paulo, em 22 março, recebeu  o prêmio na categoria Informação Científica, Tecnológica e Ecológica. Destaque para os textos de Marcelo Leite e as fotos de Toni Pires. Eles estiveram em Patriot Hills, a apenas mil quilômetros do polo Sul. Acompanharam, por 14 dias, os trabalhos da Expedição Deserto de Cristal, primeira missão brasileira no interior da Antártida. Mérito não só pelo relato, capaz de fazer o leitor partilhar do frio polar, mas, também, mergulhar na complexidade do clima, relações e no significado das investigações em andamento. Além de Marcelo e Toni, Claudio Angelo, Marilia Scalzo, Thea Severino, Adriana Mattos, Marcelo Pliger, Renata Steffen e Flavio Dieguez integraram a equipe da revista.

Prêmio recebido, talvez fosse hora do conteúdo estar com livre acesso online. Por hora aqui, para assinantes.

Clima: mesmo editorial em 56 jornais do mundo

Por ocasião do início oficial das atividades em Copenhague, na Conferência sobre Mudanças Climáticas, o The Guardian encabeçou uma iniciativa de publicação conjunta de um mesmo editorial em vários jornais do mundo. São 56 periódicos participantes, em 45 países e 20 línguas diferentes.  O editor-chefe do jornal britânico, Alan Rusbridger (leia o original aqui, em inglês) ressalta a participação de dois jornais chineses. A destacar pelo fato de a China dividir, com os Estados Unidos, a liderança no ranking das emissões de CO2 e, no mesmo passo, pela sempre lembrada barreira a determinados temas no país. Rusbridger também disse que o ineditismo da ação está em sintonia com a peculiaridade da cobertura sobre o tema: “nunca tivemos de cobrir uma história como essa antes”. Afirmou, ainda, esperar  que a voz combinada dos 56 jornais lembre aos negociadores que um entendimento é necessário e ele está em jogo em Copenhague. Como mentor da idéia, o Guardian estampou o texto na capa de hoje, junto com os logotipos dos jornais que aderiram.

As capas estão reunidas neste link. A idéia é que o texto estivesse ou iniciasse na primeira página, seguindo nos espaços tradicionais de opinião de cada jornal.  O editorial em português pode ser lido no jornal Zero Hora e no Público. O jornal português teve, na minha opinião, uma das melhores capas. Optou por estampar apenas texto, tal uma carta.

Mudanças climáticas na pauta da ANDI

Reprodução do site

A Agência de Notícias dos Direitos da Infância acaba de lançar um portal sobre Mudanças Climáticas. O objetivo é, conforme a entidade, reunir informações para um “jornalismo contextalizado”. O site está disponível em língua portuguesa e espanhola.

A ANDI acompanha o tema desde 2007.  Já foram publicados três relatórios de análise de jornais sobre a cobertura acerca das mudanças climáticas no Brasil. Por meio da metodologia de análise de conteúdo, os relatórios oferecem um “perfil quantitativo e as principais tendências qualitativas da cobertura da imprensa”, segundo o site da entidade, o que permite acompanhar “os desafios e avanços desse tipo de pauta”. Os estudos estão disponíveis para download.

Copenhague – os especiais dos jornais

Os jornais de referência do Brasil e de Portugal estão com especiais sobre a COP 15, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, iniciada hoje, na Dinamarca. Muitos iniciaram o trabalho há alguns dias ou semanas, com matérias buscando antecipar as principais discussões e contextualizar os pontos centrais em debate no encontro. A polêmica criada pelos céticos  em relação dos dados do IPCC, a presença de alguns líderes mundiais como Barack Obama, presidente dos Estados Unidos, as esperanças de sucesso e as apostas no fracasso da Conferência são os principais motes. Em todos os casos, os jornais têm se valido muito de infográficos e simulações para dar conta dos dados mais específicos.

Por conta do uma pesquisa, estou acompanhando os especiais do Brasil e de Portugal. “Conferência de Copenhague” de um lado do Atlântico, “Cimeira de Copenhaga” do outro. Eis os links.

Brasil:

Portugal:

Outros:

Iniciando os trabalhos

Jornalismo e Meio Ambiente pretende ser um espaço de troca e debate. Partindo do universo de pesquisa acadêmica sobre o tema que dá título ao blog, vai reunir e atualizar informações, dados e links que possam contribuir para a observação da cobertura e tratamento de um tema  tão emergente quanto urgente, central e complexo.

Os conteúdos estão em construção permanente e colaborações serão bem-vindas. Utilize os espaços de comentários ou envie um e-mail. Os contatos estão disponíveis aqui.

Por fim, cabe registrar que o blog entrou no ar hoje, 07 de dezembro de 2009, exatamente no dia de abertura da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP 15.  Como  acontecimento singular, movimentará e muito o jornalismo pelas próximas três semanas pelo menos, devendo ser tema de muitas postagens por aqui.

Obrigado pela visita, sinta-se convidado a voltar sempre.